ORGIA
Que mulher é essa?
Que magia é essa que ela tem,
de me atrair assim,
como uma presa fácil,
indefesa, sem forças
e vontade de fugir?
Quem é essa mulher
que me deixa assim
com os neurônios em orgia,
ouvindo cantos e tambores
ecoando batuques ritmados?
Por que será que essa mulher
controla assim a minha mente
e me provoca uma vontade louca
de me deixar levar, ficar ausente?
Todo esse poder é teu, minha mulher.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
PROGRESSO
PROGRESSO
Lá onde eu brincava
corria feliz e saltava,
nas águas do rio
de água limpa e fresca,
na poeira da terra,
vivi as primícias
da minha história.
O asfalto pintou
com a quentura do preto
e transformou,
trabalho funesto,
o paraiso onde eu adorava viver.
O progresso mundano
sujou, maltratou e acabou.
terça-feira, 5 de abril de 2011
ESCORPIÃO
ESCORPIÃO
Ela veio, linda,
vestida somente com a beleza
e a penugem natural,
além da tatuagem
com a figura de escorpião
em minha homenagem,
gravada à esquerda
do gracioso púbis.
VÊNUS
VÊNUS
Assim como Vênus
deixa o crepúsculo,
caminha com a lua
e se vai antes do sol;
como o sonho antecede a razão,
uma flor veio antes da primavera,
enfeitou a vida num instante,
bela, fugaz e muito marcante,
e se foi, simplesmente.
sábado, 26 de março de 2011
JUVENTUDE E VELHICE
JUVENTUDE E VELHICE
Da jovem mulher o seio pontudo,
do homem o falo também,
vivem alertas, apontando para o céu.
Quando perdem o viço, porém,
insistem em ficar molengas,
indicando sempre o chão.
Da jovem mulher o seio pontudo,
do homem o falo também,
vivem alertas, apontando para o céu.
Quando perdem o viço, porém,
insistem em ficar molengas,
indicando sempre o chão.
NÓS E A LUA
NÓS E A LUA
Quando a lua se levanta
lá no horizonte
e derrama sobre a aldeia
a luz pálida e convidativa,
já encontra minha doce moreninha
esquentando a nossa rede,
só pensando em namorar.
O cabelo cheirando a flores,
a cabeça cheia de amores,
o corpo todo rijo e sedoso,
incitado pelo clima à beira-mar,
inflamado de paixão.
Quando a lua, então, se alteia,
a gente está se amando.
Acho até que é essa a razão
de ela chegar assim, apressada,
empurrando o crepúsculo sonolento.
Toda noite penetra aqui, indiscreta e sorrateira,
pelas frestas da choupana,
e no nosso ninho, deita o seu luar lascivo,
beijando nossos corpos nus,
como parceira experiente,
num ménage à trois.
domingo, 13 de março de 2011
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
O sol pinta de dourado
nuvens brancas
que enfeitam o céu azul
e grava na memória do viajante a
silhueta da vela do barquinho que se atrasou.
Não queria deixar aquela imagem,
para se eternizar ao lado
do feixe de luz
brilhando no espelho d'água,
onde a brisa refresca a noite
e brinca de fazer marola.
Todo o cenário pinturesco se observa
quando a estrela vai descansar,
deitando atrás das águas
na linda cidade
São José do Rio Preto.
VEM QUE EU QUERO
VEM QUE EU QUERO
Vem que eu quero, novamente,
encher os meus olhos com a tua imagem.
Vem que eu quero, audaciosamente,
encher as minhas mãos com os teus seios.
Vem que eu quero, cobiçosamente,
encher a tua boca com meus beijos.
Vem que eu quero, vagarosamente,
explorar a tua escultura e,
pelo teu corpo, despudoradamente,
extravasar o meu desejo.
Vem que eu quero, livremente,
de mãos dadas, pelos pensamentos afora,
encher de balõezinhos
os quadrinhos da tua história.
sexta-feira, 4 de março de 2011
P VERSUS V
P VERSUS V
Grandes garanhões,
representações do sexo forte.
Quantos troféus
ganhados na arena
redonda de motéis
em diversos embates
com elenco de mulheres gostosas
de vários biótipos e etnias.
Pobres moços
que entendem do metiê.
Cheios de júbilo,
ouvidos repletos de gemidos,
os dorsos riscados por garras felinas,
mensageiras de satisfações gozosas,
frisson e frêmito que culminam
em delirantes orgasmos fingidos.
Grandes garanhões,
representações do sexo forte.
Quantos troféus
ganhados na arena
redonda de motéis
em diversos embates
com elenco de mulheres gostosas
de vários biótipos e etnias.
Pobres moços
que entendem do metiê.
Cheios de júbilo,
ouvidos repletos de gemidos,
os dorsos riscados por garras felinas,
mensageiras de satisfações gozosas,
frisson e frêmito que culminam
em delirantes orgasmos fingidos.
EXTRINSECO
EXTRÍNSECO
Fiquei flutuando entre o real e o virtual,
entre o lunático e o sorumbático,
entre o terráqueo e o galáctico.
Na infeliz incompetência
entre o querer e o poder,
fiquei na dúvida
entre o veneno e o remédio,
entre o rígido e o eclético,
entre o saudável e o psicossomático,
até me dar conta do impalpável,
pelo caráter volátil
do pensamento errante.
Fiquei flutuando entre o real e o virtual,
entre o lunático e o sorumbático,
entre o terráqueo e o galáctico.
Na infeliz incompetência
entre o querer e o poder,
fiquei na dúvida
entre o veneno e o remédio,
entre o rígido e o eclético,
entre o saudável e o psicossomático,
até me dar conta do impalpável,
pelo caráter volátil
do pensamento errante.
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