quinta-feira, 8 de outubro de 2009

BEIJE-ME


BEIJE-ME...

Beije-me...
Assim, vem,
tua boca em pétalas
acariciar o corpo que espera.
Deixe o perfume do teu hálito
em minha pele que arrepia...
Beije-me...
Ciente do teu poder
cada célula cobiça o contato acetinado
e anseia, palpitante,
se entregar à sua cupidez...
Beije-me...
Com volúpia, generosa,
possua-me, desfrute de quem,
agora, só deseja e precisa
ficar prenhe de você...
Beije-me...
Toma-me, sem demora,
em pleno domínio, sem pudor,
no auge da tensão, vou descarregar,
em pleno gozo, por você.

AMOR NA PRAIA


AMOR NA PRAIA

Em breve lapso,
suficiente para não ser esquecido
um amor brotou inesperado
e foi logo interrompido.
Encontrei numa pousada em Rio das Ostras,
O nome é Buganvília,
como uma flor de mesmo nome,
uma garota eu descobri,
parceira de uma paixão.
Kelly como ela gosta,
Kelly Cristina como é;
linda loirinha capixaba,
cujos olhos atraentes ganharam o meu coração,
o corpo desejado, esculpido com perfeição,
amei observado pela lua,
que em conluio com a areia
deixou o vestígio do encontro,
de amor e êxtase naquele chão.
Àquela praia, nossa cúmplice,
volta e meia eu voltei,
tantas outras a pousada me acolheu,
mas o reencontro nunca aconteceu
com a bela mulher que lá amei.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A CARIOCA


A CARIOCA

Flor de areia
beleza da praia,
assim como a brisa,
ardente como o sal
carrega no olhar uma tarde de sol;
na boca o sorriso brejeiro
que encanta o mundo inteiro.
O caminhar lascivo
e o jeitinho maroto
faz o tempo quase parar,
alimenta a saudade
de quem deixa esse lugar.
Quando se oferece ao sol
faz a estrela se encher de malícia e preguiça,
esticando o dia e o pescoço
para acariciar mais uma vez
a carioca, amor do mar e do rio.

A GAROTA DA SACADA




A GAROTA DA SACADA


Na rua Barão de Ubá
tem lá um sobrado
pintado de branco
com as janelas azuis.
Na sacada do quarto de dormir,
todo dia ao entardecer,
fica uma jovenzinha
de cabelo escuro
em cascata de caracóis.
O que pensa a linda menina
cuja figura enfeita a varanda
fazendo inveja às flores,
o sol se retardar e
em mim a esperança de encontrar?
Que nome terá a garota
de pele branquinha e olhos trigueiros
que me seguem até a esquina,
que me manda um sorriso maroto
toda vez que eu passeio sob o seu altar?
Acho que ela sonha
o sonho que também comecei a sonhar.

domingo, 16 de agosto de 2009

O PODER DA POESIA



PODER DA POESIA


A poesia me torna onipotente.
Eu posso voar,
em um segundo estou do outro lado do mundo.
Visito as estrelas de todas as galáxias,
faço tudo que eu quero,
é a ti que eu quero.
Te abraço, te beijo, te exploro,
invado o teu mundo.
De repente, a realidade,
eu estou viajando.

ENCANTO


ENCANTO


No entrocamento da forquilha,
no ápice de uma bela árvore
cujo nome, eu acho, é lanterneira,
que enfeita uma pousada em Friburgo,
um passarinho fez um ninho
que oscilava com o vento.
Da pequena ave eu não sei o nome
mas conheci muito bem o seu lindo trinado,
pois insistia em gorjear graciosamente para mim.
E, assim, diariamente me encantava,
de manhãzinha quando ouvia que me chamava
abria a janela para retribuir o bom dia,
cujo sol ainda frio trazia.
E ela, lá do altoentoava o seu canto
que, como encanto,
enchia o meu peito de alegria.

sábado, 1 de agosto de 2009

SEM INSPIRAÇÃO




SEM INSPIRAÇÃO


As letras que caem no chão,
guardo-as, porque
podem formar palavras
que posso usar em outra ocasião.
Aquelas letras que eu retirei
ou substituí de alguns poemas,
porque não eram as melhores,
em certo momento,
eu também posso juntar com outras
que guardei na memória,
porque preferi não escrever,
por revelarem o que eu queria esconder.
Eu as uso quando me falta a inspiração como agora.
Eu só não posso aproveitar aquelas letras
que se juntaram em pensamentos,
que eu deixei escapar ou
que fugiram quando perdi a concentração,
ou aquelas que por acaso proferi,
sem pensar quando estava fora de mim.

MEU AMOR É CEGO



MEU AMOR É CEGO

Meu amor é cego
eu posso amá-la
mas não posso vê-la.
Pobre amor,
posso amá-la,
mas não posso tê-la.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

EU SEI QUE ME AMAS



EU SEI QUE ME AMAS

Vejo-te nas flores, nas nuvens e nas estrelas.
Ouço-te nas músicas e no sopro do vento.
Leio-te nas letras que falam de amor,
sempre como eu quero entender.

AH, ESSA BOCA!


AH, ESSA BOCA!

Ah, Essa boca!
Pequena fábrica de amor,
que me faz delirar, gemer e gozar.
Que deleite sentir seu calor!
ouvir dela, o carinhoso amor.
Ah, Essa boca morna, fremente, eloquente!
Chega a ser indecente
o meu desejo de lhe dar valor.